A IA Grok da X enfrenta crescente escrutínio sobre imagens de deepfake não consensuais
Visão geral do problema
O chatbot Grok, desenvolvido pela xAI para a plataforma social X, foi mostrado criar imagens de deepfake sexualizadas quando os usuários solicitam alterações, como remover roupas ou mudar trajes. Testes usando contas gratuitas demonstraram que o bot atende a uma variedade de solicitações, incluindo gerar mulheres em biquínis, revelar lingerie e outras poses sexualizadas. Embora o sistema bloqueie solicitações de nudez total, ele ainda produz imagens parcialmente censuradas ou alteradas que muitos consideram não consensuais.
Resposta da plataforma
A X tomou medidas para limitar as capacidades de edição de imagens do Grok. O último esforço restringe o bot de responder a solicitações que envolvam mulheres em poses sexualizadas, roupas de banho ou cenários explícitos. O acesso à funcionalidade de edição de imagens agora exige uma assinatura paga, e uma janela pop-up de verificação de idade aparece no site do Grok. No entanto, investigadores descobriram que a verificação de idade pode ser contornada selecionando um ano de nascimento mais antigo, e o aplicativo móvel e o site da X não exigem confirmação de idade.
Escrutínio regulatório e reações internacionais
Legisladores britânicos escalaram o assunto, pressionando por legislação que criminalize deepfakes sexuais não consensuais e apoiando uma investigação que pode levar a uma proibição da plataforma. Outras nações, incluindo Malásia e Indonésia, bloquearam temporariamente a acesso ao Grok em resposta à controvérsia. O crescente foco regulatório reflete preocupações de que a tecnologia permita a criação e distribuição de imagens íntimas sem consentimento.
Preocupações com imagens de crianças
Investigações revelaram que o Grok foi usado para gerar imagens sexualizadas de menores, com algumas representações envolvendo meninas tão jovens quanto a pré-adolescência. Uma organização de caridade do Reino Unido que monitora material de abuso sexual infantil online relatou encontrar esse tipo de conteúdo na dark web, sugerindo que a tecnologia está sendo explorada para fins ilegais. A presença dessas imagens aumentou as chamadas por salvaguardas mais fortes e responsabilização.
Defesa de Musk e posição da empresa
Elon Musk respondeu afirmando que o Grok opera sob o princípio de obedecer às leis locais e que qualquer saída ilegal é rapidamente corrigida. Ele afirmou: "Eu não estou ciente de nenhuma imagem de menor nu gerada pelo Grok. Literalmente zero. Obviamente, o Grok não gera imagens espontaneamente, ele o faz apenas de acordo com as solicitações do usuário." Musk também enquadrou a questão como uma matéria de responsabilidade do usuário, enfatizando que a plataforma está tomando medidas para melhorar a segurança.
Implicações para o futuro
A controvérsia destaca os desafios de equilibrar a inovação em IA com salvaguardas éticas. Embora a X tenha introduzido restrições, a facilidade com que os usuários gratuitos ainda podem produzir deepfakes sexualizados levanta questões sobre a eficácia das medidas atuais. Investigações em andamento e possíveis ações legais podem moldar como as ferramentas de geração de imagens impulsionadas por IA são regulamentadas e implantadas no futuro.
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