Mentais Simbólicas Tornam a Verificação de Fatos Ineficaz
Pensamento Simbólico sobre a Verdade
Pesquisas recentes destacam uma limitação crítica da verificação de fatos direta: para os indivíduos que valorizam a expressão simbólica mais do que a verdade literal, a precisão factual de uma alegação é amplamente irrelevante. Essas pessoas veem os desmentidores como oponentes que estão reagindo, o que, na sua visão, sinaliza fraqueza. Em vez disso, elas interpretam a declaração original, mesmo se for falsa, como uma demonstração de força ou desafio.
O Poder de Alegações Absurdas
Quando uma figura política de alto perfil faz uma afirmação facilmente desprovada — como alegar que a criminalidade na capital da nação está no nível mais alto de todos os tempos — a resposta dos verificadores de fatos frequentemente reforça a narrativa simbólica. Sob essa mentalidade, mais extremas ou obviamente falsas são as alegações, mais elas podem servir como um distintivo de autenticidade para aqueles que apreciam o discurso contrário ou provocativo. A pesquisa sugere que os indivíduos que adotam essa abordagem “simbólica” podem mesmo perceber a mentira ou a exageração extrema como uma forma de autenticidade.
Ligação com Tendências Autoritárias
O estudo também observa uma conexão entre essa mentalidade simbólica e inclinações autoritárias. Algumas audiências tratam as declarações originais, longínquas, não apenas como piadas, mas como pontos de ralliamento para ações políticas reais. Por exemplo, chamadas para a implantação da Guarda Nacional em resposta a tais alegações ilustram como provocações simbólicas podem ser interpretadas como metas legítimas, apesar de sua falsidade factual.
Implicações para Estratégias de Contra-Desinformação
Esses achados implicam que a verificação de fatos convencional pode ter eficácia limitada quando confrontada com audiências motivadas por sinalização simbólica. Em vez de apenas apresentar informações corretivas, os comunicadores podem precisar abordar o desejo subjacente por vitória simbólica. Reconhecer que a “verdade” sozinha não move essa audiência é essencial para desenvolver abordagens mais nuances que possam mitigar a disseminação de desinformação.
Pesquisadores Por trás dos Achados
A pesquisa foi realizada por Randy Stein, professor associado de marketing na California State Polytechnic University, Pomona, e Abraham Rutchick, professor de psicologia na California State University, Northridge. Seu trabalho destaca a importância de entender as motivações psicológicas que impulsionam a aceitação e a propagação de alegações falsas.
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