Tribunal da UE Ordena que a Meta Ofereça Opções de Feed Não Personalizadas
Vitória Legal para a Escolha do Usuário
Um grupo de defesa da privacidade holandês, Bits of Freedom, anunciou que um juiz decidiu que a Meta deve respeitar o desejo dos usuários de evitar feeds personalizados invasivos. O tribunal ordenou que a empresa modifique seus aplicativos em um curto período de tempo para que os usuários da UE possam selecionar um feed cronológico que não depende de perfis.
Base na Lei de Serviços Digitais
A Bits of Freedom apresentou o caso com base na Lei de Serviços Digitais da UE, enfatizando que a legislação exige que as plataformas deem aos usuários uma maior influência sobre as informações que veem. O juiz concordou, afirmando que as práticas de design da Meta direcionam os usuários para feeds otimizados para publicidade baseada em interesses, o que a Lei de Serviços Digitais busca limitar.
Resposta da Meta e Preocupações de Defesa
A Meta se recusou a comentar sobre a decisão. A Bits of Freedom alertou que, sem essas salvaguardas, as plataformas poderiam minar o debate democrático, especialmente para as audiências mais jovens que dependem fortemente das mídias sociais para obter notícias. A porta-voz Maartje Knaap descreveu a necessidade de intervenção judicial como lamentável e destacou o risco de que alguns bilionários de tecnologia controlem a percepção pública.
Implicações Mais Amplas Além da Europa
A decisão ressoa com preocupações nos Estados Unidos, onde as regulamentações de privacidade são menos rigorosas. Grupos de defesa apontaram declarações do ex-presidente Donald Trump sobre querer alterar o TikTok para refletir uma posição política específica e para críticas anteriores à Meta por amplificar posts gerados por IA ligados à desinformação. Incidentes recentes, como um vídeo gerado por IA publicado na plataforma Truth Social do Trump contendo conteúdo inflamável, ilustram o potencial da IA para distorcer o discurso público.
Perspectiva Futura
A decisão sinaliza uma crescente aplicação de disposições de controle do usuário sob a Lei de Serviços Digitais e reflete uma maior fiscalização da curadoria algorítmica em todo o mundo. À medida que as plataformas lidam com o equilíbrio entre personalização e interesse público, a decisão pode provocar mais desafios legais e debates de política sobre o papel da tecnologia na formação da participação democrática.
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