Tribunais Reprovam Advogados que Abusam de Citações Geradas por IA
Contexto
Procedimentos judiciais recentes destacaram um aumento nos advogados que empregam inteligência artificial gerativa para redigir citações e realizar pesquisas jurídicas. Embora a IA possa agilizar certas tarefas, os juízes alertam que a dependência dessas ferramentas sem verificação rigorosa pode levar a referências de direito caso inexactas ou fabricadas, colocando cargas adicionais sobre o sistema judiciário.
Respostas Judiciais
A juíza do Distrito dos EUA, Nancy Miller, enfatizou que "tais declarações mostram uma falta surpreendente de consciência das obrigações do advogado", observando que a responsabilidade por corrigir citações errôneas da IA recai sobre o advogado que as assina. Ela destacou que a correção rápida — seja retirando ou alterando petições — reduz o tempo e os custos desperdiçados para todas as partes.
A juíza do Distrito dos EUA no Texas, Marina Garcia Marmolejo, ecoou essas preocupações, descrevendo o esforço adicional necessário para determinar como outros juízes lidaram com citações falsas da IA. Ela destacou a escassez de recursos em calendários lotados, tornando difícil identificar e corrigir erros gerados pela IA.
Casos Notáveis
Na Flórida, um advogado chamado James Martin Paul tentou pagar apenas uma fração das taxas e custos devidos, argumentando que um banco de dados da IA sugeriu que ele poderia enfrentar penalidades maiores. O tribunal rejeitou seu argumento, rotulando-o de benefício para "alucinadores seriais" e aplicando sanções que excedem $85.000 por conduta considerada "muito mais grave".
O juiz de falências de Illinois, Michael B. Slade, adotou uma postura firme, instando todos os advogados a pararem de tomar atalhos da IA que sobrecarregam os tribunais. Ele alertou que os advogados que não estão cientes dos riscos de usar IA gerativa para pesquisas jurídicas estão "brincando com fogo" e operando em uma nuvem de incerteza.
Implicações para a Profissão Jurídica
As mensagens combinadas desses juízes sublinham uma expectativa clara: as ferramentas de IA podem auxiliar, mas não devem substituir a análise jurídica rigorosa. Os advogados são lembrados de que a obrigação de verificar citações e garantir a exatidão é inegociável. A falha em fazê-lo pode resultar em penalidades financeiras significativas, danos à reputação e aumento da vigilância da magistratura.
Os profissionais do direito agora são instados a adotar práticas recomendadas, como verificar referências geradas pela IA contra fontes primárias e manter a documentação dos passos de verificação. À medida que os tribunais continuam a confrontar os desafios impostos pela pesquisa impulsionada por IA, a comunidade jurídica deve se adaptar para manter a integridade do processo judicial.
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